quinta-feira, 11 de julho de 2019

Resenha - Dezesseis



Título: Dezesseis
Autor: Rachel Vicent
Editora: Universo dos Livros
Classificação: 
Páginas: 240
Sinopse: Dahlia 16 vê seu rosto em toda multidão. Ela não tem nada de especial – é apenas uma entre as outras cinco mil garotas que foram criadas visando o bem da cidade. Ao conhecer Trigger 17, porém, tudo muda. Ele a considera interessante. Linda. Única. Isso significa que ele deve ser defeituoso.
Quando Dahlia não consegue parar de pensar nele – nem resistir a procurá-lo, ainda que isso signifique quebrar as regras – ela percebe que deve ser defeituosa também. Mas, se ela for defeituosa, todas as idênticas também são. E qualquer genoma com defeito descoberto deve ser recolhido. Destruído. Ser pega com Trigger não apenas selaria o destino de Dahlia, mas o das cinco mil garotas com o mesmo rosto. No entanto… e se Trigger estiver certo? E se Dahlia for mesmo diferente? Subitamente, a garota que sempre seguiu todas as regras começa a quebrá-las, uma a uma…



Dezesseis é uma distopia com uma premissa muito interessante, e apesar de pecar em alguns aspectos com relação ao relacionamento dos personagens, ela consegue entregar uma boa trama e fazer o leitor ficar curioso com o que vai acontecer e tentar entender o porquê de tudo que acontece na história.

Dahlia 16 é uma entre 5 mil garotas com o mesmo rosto, ou melhor, o mesmo genoma. Criada geneticamente pelos cientistas da cidade Lakeview ela não só compartilha seu rosto com outras garotas, mas também seu nome. Ela é conhecia por Dahlia 16 por sua idade ser de 16 anos agora e quando ela tiver 17 anos ela se tornará Dahlia 17 e a Dahlia 17 passará ser a 18 e assim por diante conforme o planejamento.

Dahlia vive uma vida de rotina, sem conhecer o mundo ela sabe que foi criada para servir o bem da cidade e só. Ela trabalha no setor de agricultores e sua tarefa é somente plantar. Por ser criada para trabalhar, os clones só podem manter prévio contato com seus iguais. E qualquer demonstração de afeto ou comunicação além de comprimentos diários com outros clones de genomas diferentes, é sinal de defeito. E se uma pessoa é defeituosa, todo o genoma está corrompido.
"É muito estranho e frustrante perceber de repente com não sei nada do mundo, e menos ainda sobre as pessoas que vivem nele."

Então a vida de Dahlia que era simples e comum, muda completamente quando um incidente faz ela ficar presa em um elevador com um soldado do departamento de defesa chamado Trigger 17. Sem câmeras para monitorá-los e com Dahlia em pânico pela situação anormal, Trigger acaba interagindo com ela e logo ambos vão conhecendo melhor um ao outro.

Mesmo depois do incidente ter sido solucionado e ninguém saber da interação deles. Dahlia não consegue esquecer Trigger e ela sabe que está com defeito no momento em que sentimentos conflituosos entram em seu coração. Mas caberá a ela decidir que caminho a seguir, pois não só corre perigo o seu destino, mas o de cinco mil garotas também e está em suas mãos esconder o que sente ou viver sua vida e destruir todas as outras.
Eu não seria quem sou agora se aquele erro não tivesse sido cometido.


Dezesseis trás uma história interessante, não tão inovadora, mas consegue trazer traços bem diferentes dos livros de distopia que li. Conhecemos inicialmente o mundo visto pelos olhos de Dahlia e de inicio podemos achar até que a personagem é meio bobinha ou tola demais. Mas conforme a história vai caminhando vamos compreendendo melhor que o único propósito que Dahlia tinha era servir a cidade, ela não sabia de nada do mundo lá fora, ela tinha uma rotina na qual seguia e vivia achando que o mundo era aquilo e quando ela vai descobrindo as coisas ela vai ficando cada vez mais surpresa que o mundo que ela vivia era apenas uma pequena bolha.

A personagem é fácil de se gostar e por mais que tenha cenas muito bobinhas no começo, depois que você termina o livro você entende o porque a autora colocou uma personagem tão crua na história e é legal ver ela se desenvolvendo durante a leitura.
Trigger 17 tem aquele perfil de mocinhos apaixonados que encontramos em livros Juvenis, leal, corajoso e destemido. Com certeza ele se atiraria na frente de Dahlia para salvar sua vida e foi ai nessa interação dos dois que achei algo mal trabalhado.

O único ponto negativo do livro na minha opinião é isso. O relacionamento, ou melhor, o romance que a autora cria para o dois é muito rápido e bem mal desenvolvido. Eles acabam de se conhecer e nas próximas cenas já vemos uma paixão crescente dentro deles um pelo o outro. Principalmente de Trigger por Dahlia, ele quer desistir de tudo só para estar ao lado dela e isso acabou ficando muito acelerado, não me convencendo do romance totalmente, apesar do casal ter certa química. Os protagonistas não foram tão bem aprofundados no livro, pois perdemos muito tempo vendo Dahlia descobrir o mundo que existe ao redor dela e espero muito que a autora corrija isso na próxima sequência.

Apesar dessa ressalva e do inicio ser um pouco tranquilo, o livro ganha muita energia do meio para o fim, e conforme a autora vai revelando aos poucos o mundo que ela criou, o que está acontecendo nas cidades e como funciona a vida dos clones, a história ganha um patamar diferente, fazendo você ficar totalmente curioso com a história. E a autora soube jogar bem no mistério, já que ela não da muitas respostas deixando o leitor intrigado e imaginando como aquelas cidades foram ficar daquele jeito, já que estamos falando de mundo futuro ao nosso.

Apesar de livro ser curto, ele transmite bem o que queria deixar, e com um bom plot-twist ele ganha o leitor por seu final com toda a certeza. Senti uma leve semelhança a dois livros que li com o mesmo gênero que foram Delírio da Lauren Oliver pelo fato dos personagens não poderem ter sentimentos com outros e Inesquecível da Jéssica Brody pelo fato da personagem principal ser geneticamente criada e não saber de nada do mundo real, e apesar das semelhanças cada um dos livros segue um caminho bem distinto.
A diagramação da editora Universo dos Livros está muito bem feita, achei a capa muito bonita, além dos espaçamentos e fontes utilizadas. Não encontrei erros enquanto fazia a leitura.

Para concluir, posso dizer que Dezesseis consegue cativar o leitor pela sua finalização deixando um bom gancho para uma sequência, e apesar de minha ressalva quanto ao desenvolvimento e romance dos personagens, confesso que estou intrigada para entender melhor sobre o mundo que Rachel criou, já que ela tem potencial nas mãos para escrever e arrasar no próximo livro. 

10 comentários

  1. Oi, Jess

    Não sei porque alguns autores insistem em inserir um romance em tudo quanto é livro. Essa é uma história que pelo que pude perceber se desenvolveria bem sem um... mas fazer o que, né?
    Não sinto muito interesse em ler, mas que bom que vc curtiu mesmo com a pequena ressalva.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  2. Oi, Jess!
    Fiquei bem curiosa.
    Não conhecia esse livro e achei a premissa bacana.
    Faz tempo que não leio distopia. Estou até com saudades, haha.
    Já gostei!
    Pena que o romance é o ponto negativo. Às vezes o autor tentar enfiar goela abaixo do leitor um relacionamento que nem é tantas coisas assim, né?
    Mas, pelo jeito, o livro não perde o brilho por causa disso.

    Beijoooos

    Teca Machado
    www.casosacasoselivros.com

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  3. Não conhecia esse livro, mas parece ser uma história interessante tendo esse ponto negativo que citou!!
    Beijoos

    Esmaltadas de Alice

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  4. adoro distopias, muito bacana conhecer essa, fiquei bem curiosa com a leitura

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  5. Quero demais ler esse livro. Gostei muito da sinopse e da sua resenha. o tema é bem marcante. Gosto de livros assim. Vou só esperar um pouco mais para saber se termos um segundo livro porque não gosto de ficar na curiosidade muito tempo.
    Beijocas.

    https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

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  6. Oi, Jess! Soube do livro na época do lançamento mais ou menos, mas nunca tive a oportunidade de lê-lo. Amo distopias e essa é uma que tenho muita vontade de conhecer. Legal saber que apesar de algumas falhas, a autora conseguiu entregar uma boa história e que o casal tem química. Acho péssimo ler uma história e não conseguir shippar o casal haha

    Beijos!
    Estante Bibliográfica

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  7. Oi Jess, eu não leria no momento por estra uma tanto afastada de distopias, mas achei interesse o fato de ter uma boa reviravolta no final!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  8. Oi, Jéssica! Confesso que eu nunca tive interesse em ler esse livro, apesar de eu ter quase certeza se ler irei gostar. Abraço!

    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com

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  9. Oi Jess,
    Lembro de quando esse livro lançou, fez tanto barulho que eu acabei adiando a leitura pelo hype, sabe?
    Ainda mais por ser distopia, porém nunca mais ouvi falar das continuações, já chegaram ao Brasil?
    Porque se não, não vou ler por agora ainda.
    beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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  10. Oi Jess! O romance não me empolgou, mas eu fiquei bem curiosa sobre a jornada da protagonista e seu passado. Eu gostaria muito de ler a continuação.
    Boa semana!!! Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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