segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Resenha - O Beijo do Vencedor



Título:  O Beijo do Vencedor  – Trilogia do Vencedor #3 
Autor:   Marie Rutkoski
Editora:  Plataforma21
Classificação: 
Páginas: 448
Sinopse: A guerra começou. Arin está à frente dela com novos aliados e o império como inimigo. Embora tenha convencido a si mesmo de que não ama mais Kestrel, Arin ainda não a esqueceu. Mas também não consegue esquecer como ela se tornou o tipo de pessoa que ele despreza. A princesa se importava mais com o império do que com a vida de pessoas inocentes – e, sem dúvida, menos ainda com ele.
Pelo menos é o que Arin pensa.
Enquanto isso, no gélido norte, Kestrel é prisioneira em um campo de trabalhos forçados. Ela deseja desesperadamente escapar. Deseja que Arin saiba o que sacrificou por ele. E deseja fazer com que o império pague pelo que fizeram a ela.
Mas ninguém consegue o que quer apenas desejando.
Conforme a guerra se intensifica, Kestrel e Arin descobrem que o mundo já não é mais o mesmo.
O oriente está contra o ocidente, e os dois se encontram no meio de tudo isso. Com tanto a perder, é possível alguém realmente ser o vencedor?


Resenha: O Beijo do Vencedor veio para finalizar a trilogia com chave de ouro. Um livro intenso cheio de ação, lutas e sacrifícios. Infelizmente a história contem spoilers do primeiro livro, não tem como seguir sem falar dos dois livros. Então se você não quer spoilers pule para depois da foto.
Kestrel fez de tudo para seguir seu coração. Com uma guerra praticamente travada contra os países, ela tentou vencer esse jogo da melhor maneira possível, mas foi descoberta. Foi traída por alguém que ama, foi maltratada, humilhada e jogada fora. Krestel agora não é mais ninguém. Uma garota que teve sua chance, mas que agora irá encarar as consequências de suas ações.
O tratamento para quem trai o império é morte, mas o imperador foi benevolente graças a posição de seu pai na corte e a encaminhou como escrava para os campos de mineração na tundra, agora é lá que Kestrel vai passar sua vida, presa em um lugar horrível sem ninguém por perto para salvá-la.
“ Mas não era apenas abstinência que torturava seus membros. Era Tristeza. Era o terror de alguém que havia recebido uma mão vencedora, apostado a vida no jogo e agido para perder.”

Arin custou a acreditar em Kestrel, achava que ela estava ao seu lado e que estava o ajudando, mas pelas palavras dela no último encontro ele percebeu que estava se iludindo. Kestrel estava longe do alcance dele, ela tinha feito sua escolha e ele precisava seguir sem ela. Não se importando mais com a vida de Kestrel, Arin parte para se preparar para a guerra. Com a chegada e ajuda do povo de Draca, eles podem ter uma pequena chance de vencer e precisarão apostar tudo o que tem se quiserem ganhar. Em meio a planos e manobras de guerra, Arin sabe que está deixando algo passar, mas não exatamente o que. E quando ele se der conta, poderá ser tarde demais para ele e Kestrel.
 “ Você vai ser solitário, mas vai se tornar forte. Um dia, terá sua vingança.”



Em meio ao caos, a vida de Kestrel e Arin tem um importante papel a se desempenhar na guerra e logo ambos passam de conhecidos a desconhecidos, mas isso fará com que ambos questionem suas escolhas cada um por motivos próprios. Mas ainda assim, escolhas perigosas que podem acabar os destruindo. Arin precisa salvar seu povo, precisar lutar e sobreviver e Kestrel precisa enfrentar seus medos e lembranças de uma traição terrível. Será que o amor deles chegará até o fim? Será que no final de tudo ambos terão um final feliz?
 “ Você não precisa ter talento com uma espada. Você é a sua própria arma.’’
                                                       
O Beijo do Vencedor foi uma leitura intensa, com muitos detalhes, muita trama e um desenvolvimento muito legal. O livro tem 448 páginas, mas como é algo intenso para o leitor parece tem bem mais. A história gira em torno da guerra, de estratégias e resolução do final do livro anterior.
A interação de Kestrel e Arin foi bem interessante desde o inicio, pois com alguns acontecimentos ao longo do livro, os dois voltaram a se distanciar e tiveram que reconstruir todo aquele amor que sentiam.
O que falar dos personagens... o que falar de Kestrel... pois pense em uma personagem que sofreu, sofreu e sofreu no inicio desse livro. É tão angustiante vê-la naquele estado, mas ao mesmo tempo o quanto ela suportou, o quanto ela foi forte o livro inteirinho, aquele tipo de personagem com um empoderamento feminino que nos faz torcer por ela do inicio ao fim. Não irei dar spoilers, mas algo aconteceu com Kestrel ao longo da tundra e isso a fez ter recomeçar sua vida do zero, tudo era novo para ela e seus sentimentos entravam em conflito a todo estante que difícil acompanha-los de tão complicados que ficaram.
Arin é... Arin, um homem que carrega a responsabilidade de seu país em suas costas, um garoto que teve uma infância sofrida e que agora busca vingança. Um homem com seu lado frio, mas com seu lado amoroso e essas duas características o fazem ser tão incrível, dificilmente vejo um personagem masculino com uma personalidade sombria e doce ao mesmo tempo, pois é algo bem difícil de se criar sem que não ceda para algum dos dois lados. E por isso que gosto da autora, ela só cria personagens bem feitos, que nos faz simpatizar com eles logo do inicio.
Roshar pode ser considerado a luz desses dois livros, pois no meio de tanta angustia da história, Roshar trás o divertimento, um personagem sarcástico, cheio de carisma que conquista o leitor desde o início. Ainda mais como a sua amizade com a Arin se torna muito forte e inquebrável.


Alguns personagens secundários não foram tão explorados quanto no segundo livro, mas não foi algo que ficou vago na história.
Marie consegue inserir um numero de mortes bem significativa durante a guerra e confesso que pelo andar da carruagem como foi no segundo livro, achei que teria bem mais. O que por um lado foi um alivio rsrs, pois fiquei apreensiva que ela matasse mais algum personagem querido ou importante.
A ambientação, os detalhes, o conhecimento em certos temas faz a história se tornar excelente. É como se tivéssemos sidos transportados para aquele continente. A narrativa do livro é feita em terceira pessoa e no ponto de vista dos dois principais personagens, fazendo com que a história fique intercalada de um jeito muito bom.
As respostas do livro foram sanadas e isso me fez ficar bem satisfeita com a finalização da trilogia, apesar de já bater um aperto no coração de ter terminado a história. Não encontrei erros durante a leitura e diagramação da Platarforma 21 continua impecável nos três livros. Se fizessem uma edição de luxo com certeza compraria.
Para finalizar, posso dizer que O Beijo do Vencedor encerra com maestria a trilogia criada por Marie e que ela fez um excelente trabalho de ambientação, trama e romance ao longo dos três livros.
Fica minha dica para quem gosta de livros de fantasia com traição, politica, guerra e romance.

8 comentários

  1. Ainda não conhecia essa trilogia, mas acredito que os livros sejam bem intensos. Fiquei bem curiosa para conhecer!

    www.kailagarcia.com

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  3. Oi Jessica, tudo bem? As capas dessa série são lindas e acho que tem uma trama interessante e pelo jeito uma ótima construção. Não peguei ainda pra ler, mas que bom que finaliza bem!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  4. Oi Jess,
    Ai fico me sentindo quando pego um livro grosso assim e as páginas voam haha.
    Mas é muito do autor mesmo, quando personagens simpatizam desde o início impossível largar.

    até mais,
    Nana e Leticia - Canto Cultzíneo

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  5. Fiquei mais curiosa ainda com essa trilogia. Preciso ler!

    Beijo!
    Cores do Vício

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  6. Oiii Jess

    Essa trilogia é maravilhosa, eu amoooo a ambientação e a Kestrel foi uma das melhores protagonistas, super coerente, valente e carismática. As reviravoltas dessa terceira parte são ótimas né? Espero que publiquem outros livros da Marie por aqui, gostei muito da escrita dela.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  7. Oi Jess, tudo bem?
    Que sensação maravilhosa a de ter uma série (trilogia no caso) sendo encerrada com qualidade, né? Parece que faz toda a jornada valer muito mais a pena. E que capa linda!
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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